domingo, 8 de setembro de 2013

Entrevista Antonio Fagundes


"Temos censura que não tivemos nem na ditadura"
ELEIÇÕES 
“Eu esperava que o PT fosse um partido íntegro e não que abrisse outros caminhos de roubo”
Na portaria do Projac, estúdios de gravação da Rede Globo, no Rio de Janeiro, o funcionário alerta: “Antonio Fagundes? Olha, ele é muito pontual.” Nos bastidores, a fama do ator é outra, talvez porque cumprir horários seja algo pouco comum no País. Fagundes, porém, começou a entrevista na hora marcada e, simpático, discorreu sobre vários assuntos, como eleições, política cultural e preconceito. Aos 64 anos, esse carioca que se mudou para São Paulo aos 8 anos até hoje se divide entre as duas cidades. No Rio, encarna o médico machista César Khoury, da novela “Amor à Vida”. Fagundes deu uma virada na trama e seu personagem, que deveria morrer no meio, será mantido até o capítulo final. Em São Paulo, dedica-se ao teatro nos fins de semana.

ISTOÉ - O sr. sempre defendeu a necessidade de as pessoas terem participação política. Já tem candidato para 2014?
ANTONIO FAGUNDES - 
Sempre dei meu apoio para a turma do PT. Enquanto estava no Legislativo, tudo bem. Quando botaram a mão na grana, começou a acontecer, infelizmente, o que acontece com todos os outros partidos. É uma pena que o PT tenha entrado nisso, era realmente uma possibilidade de mudar a cara do País. Eu esperava um partido íntegro, que tivesse um sentido de ética muito forte e que impedisse as pessoas de roubar, e não que abrisse outros caminhos de roubo. Então agora vou ter que rever. A perspectiva não é muito boa, mas sei que democracia é entre os males o menor. Vamos ver quem é que pode fazer menos mal ao País. ...

"Política no Brasil é uma zona. O Serra está querendo ir para
outro partido; é um absurdo. Ele mudou de ideologia?”
ISTOÉ - Aposta em novos partidos?
ANTONIO FAGUNDES -
 Você tem 30 e tantos partidos e não sabe o que eles pensam, de onde vieram. Sabe que são sustentados pela venda de votos e do espaço a que têm direito na televisão. O (José) Serra (PSDB) já está querendo ir para outro partido; é um absurdo. Se o cara está saindo de um partido e indo para outro, ele mudou de ideologia? Porque o certo é cada partido ter sua ideologia, uma forma de resolver os problemas que a sociedade apresenta. Mas política no Brasil é uma zona, tem alguns partidos e alguns políticos que, pelo menos, deveriam ter vergonha na cara. Serra, me desculpe, mas fique quietinho no seu partido...

ISTOÉ - As recentes manifestações populares podem mudar nossos políticos?
ANTONIO FAGUNDES - 
Os governantes fizeram uma coisinha aqui, outra ali, voltaram atrás em uma leizinha e acabou? Não, não. O imposto eu pago e tem um cidadão lá no Congresso que deve cuidar das coisas em meu nome. Isso é representatividade. Se por acaso esse cidadão vai lá e rouba o meu dinheiro, tenho que tirar esse cara de lá e botar outro. Não sou obrigado a aceitar o (deputado federal Paulo) Maluf, por exemplo, como meu representante.

ISTOÉ - Mas eles foram eleitos direta e democraticamente.
ANTONIO FAGUNDES -
 Não sei se nós votamos mal ou se o sistema eleitoral é muito malfeito e nos encaminha para isso. Ver o (senador José) Sarney no poder há tantos anos é um contrassenso. Ele mudou o título para o Amapá para se eleger. É uma vergonha ele ser eleito pelo Amapá.
“Na era da comunicação, estamos vivendo num mundo surdo. Nem voz se ouve. Não tenho computador. Sou um analfabyte. E isso é uma opção ideológica".


ISTOÉ - A peça que o sr. vai estrear fala de uma família disfuncional. Que paralelos vê com o mundo de hoje?
ANTONIO FAGUNDES -
 A peça se chama “Tribos” e fala um pouco sobre preconceito, de como o mundo está surdo. Essa peça é de uma família disfuncional, meio louca, de pais intelectuais que têm um filho surdo, mas decide que ele não deve ser considerado surdo. Até que ele conhece uma menina que sabe a língua dos sinais e começam a aparecer os preconceitos. É muito interessante porque estamos vivendo num mundo surdo mesmo.

ISTOÉ - Mas essa não é a era da comunicação?
ANTONIO FAGUNDES -
 É. Mas na era da comunicação as pessoas estão se excluindo porque elas estão em tribos, separadas e surdas. Porque nem a voz mais você ouve. Eu não tenho computador. Eu sou um analfabyte. E isso é uma opção ideológica. Lembro sempre dos criadores de cavalo quando o automóvel foi inventado. Para eles foi o fim do mundo, mas era o futuro. O cavalo que se dane. Então, é inevitável que daqui a alguns anos não tenha mais livro físico. Mas espero que demore muito porque eu gosto do livro de papel.

ISTOÉ - Tem página no Facebook?
ANTONIO FAGUNDES - 
Não. As pessoas falam: “Como é que você consegue?” A internet é o maior exemplo de exibicionismo da humanidade. Só que vai chegar uma hora em que as pessoas vão se sentir angustiadas, porque precisam da privacidade. A gente jogou a privacidade no lixo. Em troca do quê?

ISTOÉ - O que acha das leis de incentivo à cultura, como a Lei Rouanet?
ANTONIO FAGUNDES -
 Estamos vivendo um momento delicado com a Lei Rouanet. Muita gente vai cair em cima de mim por causa disso, mas essas leis de incentivo são improdutivas. Uma lei cultural deve financiar o estímulo à cultura, o aumento de pessoas com acesso a isso. E não é o que está acontecendo, porque o governo deixou de decidir quem merece ou quem não merece, quem estimula e quem não estimula. Agora, são os gerentes de marketing que determinam a política cultural do País, mesmo sem entender nada de teatro. Quando o governo passou isso para as mãos de gerentes de marketing, tirou o seu da reta. E nesse processo temos duas censuras, que não tivemos nem na época da ditadura

ISTOÉ - Que censuras?
ANTONIO FAGUNDES - 
Censuras econômicas: uma delas é do governo dizendo se você pode ou não captar, porque eles recebem 20 mil projetos por ano e aprovam dois mil. Mas não sabemos o critério de aprovação. A outra censura é a do gerente de marketing, porque se ele disser que não, você não monta seu espetáculo. Então você vê espetáculos que seriam importantes de serem montados, mas não são, e espetáculos que não têm tanto valor sendo montados.

ISTOÉ - Não se consegue montar espetáculo sem patrocínio?
ANTONIO FAGUNDES -
 Atualmente, somente com patrocínio. Ninguém mais consegue se manter apenas com a bilheteria. Os custos subiram tanto que você pode cobrar o ingresso que quiser que não se mantém. Tanto que os espetáculos não ficam mais de dois meses em cartaz, a não ser aqueles que têm um aporte contínuo de patrocínio. Nos meus 47 anos de profissão, tive três patrocínios. Sempre acreditei que enquanto tivesse público continuaria em cartaz. Hoje em dia não interessa mais isso, você pode lotar que vai ter de sair dois meses depois. E, nesse círculo perverso, os teatros não alugam o espaço mais do que dois meses. Eu diria que, assim como o livro, o teatro está acabando.

ISTOÉ - O cinema está na mesma situação?
ANTONIO FAGUNDES -
 Hoje em dia, nenhum filme brasileiro se paga, nem o que teve dez milhões de espectadores. E 90% dos filmes brasileiros têm menos de 20 mil espectadores. E menos de 20 mil não são 19 mil, são 500, 600, 1,2 mil pessoas. A gente ouve falar que determinado filme teve mais de um milhão de espectadores. Mas são apenas uns quatro que conseguem e nós fazemos 100 longas por ano. Na última pesquisa que vi, tinha uma fila de 200 filmes na prateleira porque não conseguiam sala para exibição, embora o Brasil tenha 2,5 mil salas. Competimos com cinema americano, francês, alemão, etc.

ISTOÉ - Para muitos, César, seu personagem em “Amor à Vida” (César Khoury), é um vilão. Para outros, ele é um típico cidadão brasileiro. O que o sr. acha?
ANTONIO FAGUNDES - 
O César é um cara eticamente inabalável, tem as convicções dele no hospital, e é íntegro. Mas tem amante, é homofóbico convicto e já fez umas cagadas no passado. Isso faz você pensar na complexidade do ser humano. O Walcyr (Carrasco, autor da novela) tem essa característica que acho ótima: foge do maniqueísmo, da caricatura do bom e do mau. Isso dá profundidade, humanidade para os personagens e confunde o público, de certa forma. Mas ter uma surpresinha é sempre bom.

ISTOÉ - Muita gente se identifica com o César?
ANTONIO FAGUNDES - 
Isso é surpreendente. Uma pesquisa mostrou que 50% das pessoas se identificam com ele. Deve ter homossexual homofóbico também, o que aparentemente pode ser um contrassenso, mas não é. Tem pessoas que são preconceituosas com a própria classe, a própria tribo. Mas essa reação do público mostra que o tema merece discussão mesmo. A gente sempre ouve falar de homofobia e imagina aquelas cenas horríveis, dos caras batendo em homossexual. Mas a homofobia pode ser mais violenta ainda sem levantar a mão. Acho que o Walcyr foi muito feliz e muito corajoso nessa abordagem.
 
ISTOÉ - Qual é a sua opinião sobre homossexualidade?
ANTONIO FAGUNDES - 
Acho que a opção sexual é como ser vegetariano. Foro íntimo. Esse negócio de mandar as pessoas saírem do armário é questionável. Por que a pessoa tem que sair do armário? Não precisa! Ela faz o que quiser na vida íntima, não é obrigada a abrir sua intimidade. A cobrança acaba sendo outro tipo de preconceito. Agora, aqueles que saíram têm que ser respeitados. A verdadeira ausência de preconceito é respeitar tudo.
Fonte: Revista ISTOÉ - N° Edição: 2286 - 08/09/2013

Investigação Fundação BB dá R$ 36 milhões a ONGs ligadas ao PT


A lista de organizações não governamentais, associações e prefeituras beneficiadas está sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal


Sede do Banco do Brasil em Brasília: o banco faz auditoria nos contratos e parcerias

Controlada pelo PT, a Fundação Banco do Brasil firmou convênios de R$ 36 milhões com entidades ligadas ao partido e familiares de seus dirigentes. A lista de organizações não governamentais, associações e prefeituras beneficiadas está sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. O banco faz auditoria nos contratos e parcerias.

A posse na fundação, em junho de 2010, foi prestigiada por quadros importantes da sigla, entre eles cinco parlamentares e o então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci.

Streit sucedeu a Jacques Pena, filiado ao PT do DF, cuja administração foi marcada por repasses a entidades ligadas aos seus parentes, agora sob investigação. Com sede numa sala sem placa de identificação em Brasília, que fica trancada em horário comercial, só a Associação de Desenvolvimento Sustentável do Brasil (Adesbra) firmou parcerias de R$ 5,2 milhões desde 2003. O diretor executivo da entidade, Joy de Oliveira Penna, é irmão de Jacques e tem ligações com outras entidades contempladas com recursos. ...

Os irmãos Pena são conhecidos por levar para a fundação a República de Caratinga, sua cidade de origem. Com a Associação dos Produtores Rurais e Agricultores Familiares de Santo Antônio do Manhuaçu, sediada no município, a fundação firmou convênio de R$ 1,05 milhão. A associação é comandada por dois primos de Jacques e Joy. "Tem razão de estar desconfiando, porque é parente, né?", admite o ex-presidente, atual tesoureiro da associação e primo da dupla, Sérgio Pena de Faria.

Segundo ele, o projeto desenvolvido na cidade, para aperfeiçoar técnicas de produção agrícola, foi apresentado por outra entidade, mas a fundação não a aceitou, pois a proponente tinha só dois anos de existência. Os dirigentes, então, pediram que a associação a substituísse.

"Cedi os documentos, mandaram para lá, onde que foi aprovado", conta Pena, negando favorecimento. "Essa associação não é igual a gente ouve falar aí que é só para desviar dinheiro. Pode dormir 'sono solto' que os documentos estão direitinho. Esse projeto foi o mais vigiado do Brasil", assegura, acrescentando que os fiscais da fundação fiscalizaram a execução e que houve prestação de contas.

Para Caratinga, a fundação mandou mais R$ 1,3 milhão para construir o Centro de Excelência do Café na gestão do ex-prefeito João Bosco Pessine (PT). A atual administração, do PTB, diz que teve de fazer obras adicionais para completar o projeto. Pessine não foi localizado.

A investigação da Polícia Civil começou a partir de denúncia de uma servidora da fundação, que está sob proteção policial e da área de segurança do Banco do Brasil. O órgão explica que as apurações são da sua alçada, e não da Polícia Federal, pois a fundação recebe recursos do banco, uma empresa de economia mista.

Denúncia

A funcionária teria recebido ameaças após delatar suposto esquema de desvio de recursos. Ela contou à polícia que a prestação de contas de algumas entidades não era analisada adequadamente. Não está descartado o afastamento do atual presidente da fundação, Jorge Alfredo Streit. A expectativa no Banco do Brasil é de que as primeiras conclusões da auditoria saiam neste fim de semana.

As denúncias sob investigação integram processo sob sigilo que tramita no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. A fundação explica que não teve acesso aos autos. Recentemente, atendendo à solicitação, enviou informações ao Ministério Público do DF. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

Fonte: EXAME.com / Jornal Estado de São Paulo - 08/09/2013

Ex. Governadora José Roberto Arruda comparece em hum enterro na tarde deste sábado 07/09/ em Brasilândia-DF,


   Infelizmente o país em termos políticos ou na questão eleitoral, estamos sem opção alguma, no que diz respeito a escolha, de quem quer que, o candidato que diz estar interessa representar o povo no Poder Legislativo ou Executivo.
O Arruda pela 4ª vez na condição de representante do povo do Distrito Federal, não haverá nenhum erro nisso. Se sacaneou a comunidade do Distrito Federal 3 vezes e o povo acobertando todas as falcatruas dele, não é mais uma vez que Arruda tendo a oportunidade de ser eleito, que as merdas que ele fará quando eleito, fará a diferença na vida de quem o colocá-lo, já que o povo do Distrito Federal, não tem mais ao que escolher.
É lamentável que somos obrigados a votar e ao mesmo tempo que somos obrigados a praticar esta atrocidade contra nós, não temo o que fazer, porque isto não depende pura e simplesmente apenas de nós e sim de uma justiça, que em parte não preza pelo cidadão, que só é cidadão em época de eleição.
Se a justiça brasileira presasse pelo o bem do cidadão como é de fato recomendado pela Constituição, certamente os arrudas da vida não estariam no poder e nem tão pouco curtindo as custas de uma sociedade, a qual acredita que, a partir do momento que elege um infeliz destes é porque esta sociedade entende perfeitamente, que estas tranqueiras que ela mesma insiste tê-los como representante dela, as condições de vida do povo brasileiro seriam outras. Mas se a grande maioria da sociedade quer é isto, que venham os arrudas, os collors, os genuínos, dirceus, palocces e todas as demais desgraças do meio político, os quais não convêm citar nomes, porque se assim for este compartilhamento será apenas de corruptos, que infelizmente o Cogresso Nacional está cheio.
O descaramento destes políticos insanos é de uma insensatez, que tem mais limites. Veja que a aberração é tão grande, que a desgraça para não julgada e presa, chegou ao ponto de pedir aposentadoria por invalidez.
A que ponto chegou a falta de vergonha destes caras de pau! Isso tudo dá a entender que um infeliz destes a justiça que tem no país. Daí age desavergonhamento e o que é pior, desclassifica o restante que ninguém sabe se presta ou se vale apena insistir na ideia de eleger uma porcarias destas para dizerem que são os representantes do brasileiro.
Pense nisto! O povo é quem sabe o que quer. É isto que você? Se você quer Arruda mais uma vez, vá em frente! Fala bom proveito! Na minha chácara está cheia de pés de arruda, estou muito satisfeito!
dudareporter@gmail.com

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Estrutural: Conselho Tutelar comemora infra-estrutura na sede


               Conselheira Tutelar da cidade Estrutural-DF, Lucilaila Alencar.

O Conselho Tutelar da cidade Estrutural-DF, comemorou a inauguração da nova estrutura da sede para o desempenho de suas atividades. Os conselheiros que estão no comando da comunidade agora tem suas salas individuais que possa atender as pessoas com mais satisfação ao público.

A nova equipe comandada por cinco Conselheiros estão conseguindo realizar o sonho que antes era um pesadelo com uma estrutura toda desestruturada que faltava toda infra-estrutura. Agora a comunidade agradece eles que lutaram pela melhoria e as pessoas que ajudaram denunciando que foi comentado até na imprensa nacional.

Desde de quando a nova equipe entrou no Conselho Tutelar, mostrou realmente como agrada aos nossos moradores, desempenhando as melhores atividades possíveis.``-Disse a moradora Adriana Pereira da quadra 04 do Setor Leste.
Eu fico felizardo de ver a nova equipe lutando realmente pela comunidade. Assim as coisas andam de forma que convém todos da comunidade apoiar eles que merecem o nosso respeito, podendo colaborar no que for preciso com todos.``- Disse o Prefeito de quadra Rodrigo Abreu.

Esperamos que a comunidade venha de braços juntos com os nossos conselheiros dando apoio em todas demandas possíveis.


Fonte: Rodrigo da Estrutural.

O jovem que ganhou carisma da comunidade Estrutural


                                        Jeová Nascimento
O jovem servidor público, Jeová Nascimento tem sido destacado em seu desempenho na Administração da cidade Estrutural na forma de estar sempre nas ruas trabalhando simpatizando com os moradores, deferentemente das que trabalham individualmente sem ouvi os moradores.

O jovem desperta aos moradores o carisma que muitos estão satisfeitos com o seu desempenho, mostrando realmente como um funcionário público é, diferenciando dos que não buscam a ética e a humildade.

Ele é filho da cidade Estrutural, filho dos primeiros chacareiros e lutou muito para a nossa cidade desenvolver de forma que todos possam ter o orgulho da Cidade Estrutural.


Fonte: Rodrigo da Estrutural.

FALA COMUNIDADE POR GERMANO GUEDES



   O presente texto tem como principal objetivo refletir sobre as dificuldade e os desafios que encontro ao tentar realizar um trabalho de organização da população, a partir de uma proposta comunitária. As reflexões aqui apresentadas tem como base experiências de trabalho desenvolvidas na comunidade Estrutural.

Em primeiro lugar, gostaria de lembrar que um dos principais objetivos de trabalho como líder comunitários é exatamente favorecer o desenvolvimento e a melhoria de condições de vida da comunidade, através da sensibilização e organização da população, visando o resgate de seu papel de sujeito de sua própria história. Nesse sentido, este trabalho procura romper com a visão assistencialista e tutelar, que acaba por tornar a população dependente das Estruturas do Estado ou da Filantropia, buscando desenvolver atitudes reflexivas que favoreçam a organização de uma cidade que busca à sua autonomia ao efetivo exercício da cidadania.

Entretanto, a experiência nos tem mostrado que atingir esse objetivo não é tão fácil quanto parece. Em meu trabalho cotidiano tenho encontrado uma série de dificuldades, que muitas vezes me coloca frente a um complexo impasse:"por que é tão difícil para a população se organizar, mesmo em torno de questões essenciais à sua vida? Será esse um objetivo da própria população ou dos políticos que atuam na área? Como fazer para conseguir chegar a isso?

Os sentimentos de impotência e de frustração muitas vezes chegam a provocar desânimo e levam ao questionamento sobre o meu papel como líder comunitários.

A questão da organização da população, em torno de seus direitos civis, políticos e sociais, tem sido minha principal luta para que os moradores possam entender a dinâmica do desenvolvimento de uma sociedade para reproduzir no nível ideológico e no da ação, as relações de dominação necessárias para a reprodução das condições materiais de vida e manutenção da sociedade onde uns poucos dominam e muitos são dominados, através da exploração da força de trabalho.

Assim, qualquer trabalho que vive a organização da população em função de uma melhor qualidade de vida, deve partir de um processo de conscientização das pessoas sobre razões históricas da sociedade e do grupo social que as levam a agir da forma que agem.

Essa consciência de si, abre à população a possibilidade de alteração de sua identidade social, na medida em que, dentro de grupos a que pertencem e que definem os seus papéis, passam a questionar as determinações e funções históricas na qual passa a cidade Estrutural, identificando e constatando as relações de dominação que reproduzem uns sobre os outros e se tornando agentes de mudança social.

Fazendo uma visita ao passado, o processo de desenvolvimento, infraestrutura e organização da cidade melhorou e muito. Entretanto, esse processo não é simples, porque os políticos e os papéis que os definem são cristalizados e mantidos por trabalhos partidários que anulam e amenizam os questionamentos e aços de grupos, em nome de preservação social.

O desenvolvimento da comunidade se dá de forma lenta com avanços e recuos, pois o "sistema social" mais amplo a todo o momento exerce pressões diretas ou indiretas, para a manutenção de soluções individualistas, promovendo a competição, valorizando status e prestígio de posse de propriedades.

Viso uma ação transformadora da história de uma cidade chamada Estrutural.
Até a Próxima Germano Guedes.
 
Redatora  Ana Rosa Caramonete 

Blog: A politica e o Poder